10/07/2010 – Sábado
Logo bem cedo, 06h00m, Eu e amigo Rodrigo (de Twister) colocamos as rodas na estrada.
Como combinado nos encontramos no inicio do Park Way próximo ao viaduto do Catetinho.

A manhã está muito fria, mas não desanima. Logo entramos no estado de Goiás, alguns quilômetros a mais paramos em São João da Aliança para abastecer e tomar café com pão de queijo.

Café tomado seguimos pela GO-118 mais 70km até alcançar-mos o trevo em Alto Paraíso / São Jorge.


O lugar é belíssimo, devagar vamos sobre o excelente asfalto contemplando a bela paisagem da Chapada dos Veadeiros. De vez em quando paramos para melhor observar algumas veredas, morros e belos campos.

23km a frente pela GO-239 como o previsto chegamos ao inicio dos 13km de estrada de terra que nos levará a Vila de São Jorge.

Paramos para tira algumas fotos, o Rodrigo deixa a Twister de em neutro, por conta do declive a moto cai. Corremos e levantamos a moto, ao verificá-las vimos que o pedal de macha tinha empenado para dentro e encostado na carcaça do moto, peguei as ferramentas que havia levado a colocamos a penal de volta no lugar e seguimos em frente agora pela estrada de terra.


Chegamos à vila por volta da 11h00m, procuramos logo uma pousada, na primeira estava lotada e então pela informação de um nativo formos a Pousada Águas de Março.
Rapidamente arrumamos as mochilas e seguimos para a entrada do parque que montava a ultima turma para as trilhas às 12h00m.

Quando chegamos ao parque, este já estava fechando e ultima turma saindo, falamos com o guia o Senhor Nivaldo (grande contador causos), que nos informou está indo para os Cânions, não era bem para onde queríamos ir, pois nossos planos era o Salto do Rio Preto, mas tudo bem vamos nessa.


Pela trilha dentro de parque mesmo na época seca o cerrado é belíssimo.

Passamos por várias minas d’água onde aproveitamos para refrescar um pouco e passamos por um cânion onde este não a água, mesmo assim belo.

Após muuuuito caminhar encontramos com alguns grupos de pessoas que volta, um pouco logo chegamos ao imenso maciço de rocha esculpido pela águas, tiramos algumas foto e seguimos para o grande poço ao lado para descansar e refresca-se.


Segundo o guia neste cânion há alguns anos atrás três turistas e o guia foram surpreendidos por grande tromba d’água ao qual hes levou as vidas.


Alguns minutos depois de um bom descanso, banho e lanche, seguindo para a Cachoeira das Carioquinhas, uma série de cachoeiras que leva este nome, pois quando algumas amigas (cariocas) resolveram se aventurar sozinhas pelo parque e acabaram perdendo-se na mata onde dias depois foram encontradas nestas cachoeiras.

Subindo e descendo morros ao longe avisto a cachoeira com dois grandes poços e belas piscinas naturais esculpidas pelas força das águas na rocha.
Descemos o imenso rochedo onde ficamos um bom tempo ali curtido aquele belíssimo lugar criado pelo natureza.



O guia informa que é hora de partir, subimos então o grande rochedo para pegar a trilha, quando já no final da subida minha pernas travam com câimbras, alongo os músculos e logo sigo para acompanhar o grupo.
O sedentarismo do dia a dia cobra o preço, no retorno por ser em subida é mais puxado e por várias vezes sou obrigado a parar para alongar os músculos das pernas que chegam a travá-las.

Após muito caminhar chegamos a entrada do parque onde pegamos as motos e voltamos a pensão.


Após um breve descanso, tomamos banho e fomos conhecer um pouco da vida noturna da vila onde aproveitamos para jantar e tomas algumas geladas no Restaurante Buriti.
Retornamos para pensão, o dia foi intenso, é hora de descansar amanhã tem mais.

11/07/2010 – Domingo
O dia amanhece brilhante, cedo arrumamos as mochilas e vamos tomar o belo café da manhã que já é servido na pensão.

Não quero nem imaginar o que esse cara fumou para pintar isso nas paredes.

Despedimos de São Jorge pela mesma estrada de terra que nos levará a famoso Vale da Lua.

Para a XRE a estrada de pedra de quartzo é moleza, mas para a Twister apesar de guerreira, sofre!






Depois de muita poeira, nada como tira o gosto com uma Skol (desce redondo).

Encontrarmos um aventureiro em viagem para o Mato Grosso que resolveu parar na chapada para conhecê-la.

Descemos para as corredeiras do Vale da Lua, lugar belíssimos onde a natureza não economizou criatividade nas formas arredondadas esculpidas nas rochas.





Ficamos um bom tempo ali aproveitados das cristalinas águas, contemplando belo lugar e seus ares.



Por volta das treze horas resolvemos que é hora de partir, então subimos o morro pela empoeirada estrada. Quando chegamos no asfalto novamente batemos a poeira, lubrificamos a correntes coloquemos os fones e seguimos em frente.


Sem pressa paramos em São João da Aliança onde abastecemos, jogamos uma água nas empoeiradas máquinas e fizemos um lanche.
Pela GO-118 a beira da Chapada do Paranã logo chegamos a divisa DF/GO, pegar a BR-020 e retornar para casa.

O passeio valeu cada minuto, cada quilômetro. Faz-nos refletir o quando deixamos o tempo passar por nossas vidas e deixamos de conhecer tantos belos lugares que estão ali a milhares de anos esperando pela nossa visita.