Saio de casa por volta das 02h00m, não dormi direito, pois cheguei do trabalho por volta das 19h00m e após arrumar toda a bagagem na moto fui dormi às 23h00m bastante ansioso.
Um beijo em minha esposa e acelero pelas ruas quase desertas, logo alcanço 100 km percorridos e assim chego à primeira divida DF/GO, deixo então para trás o Distrito Federal e sua excelente rodovia duplicada e bem iluminada para entrar devidamente no Goiás pela boa BR-020 simples e sem iluminação. Agora sim me sinto na estrada!
191 km passam rápido, chego a meu primeiro abastecimento em Vila Boa/GO, são quatro horas da manhã, tudo perfeito, sem chuva, aquele friozinho da madrugada e sob o som de Gary Moore - Empty Room sigo pela 020, um frenesi parece querer me fazer explodir de felicidade.
Ao alvorecer de um belo dia de sábado chego a Alvorada do Norte/GO, paro somente para registrar a passagem através de minha câmera, sigo em frente.
70 km logo depois de passar pelo trevo de Posse/GO já avisto a Chapada de Serra Gerais, lá em cima já é Bahia.
350 km gravados piso em solo baiano, são 06h16m vou até o famigerado Posto Rosário abastecer máquina e tomar um pingado com pastel.
Ao sair da lanchonete encontro ao lado da moto um senhor em uma Mobilite repleta de adesivos de diversos motoclubes, pergunto-o se também está viajando e senhor responde que sim, mas já não sabe há quanto tempo nem quanto já andou. Fiquei sem jeito de perguntar mais, então ele me pede uma ajuda para compra um óleo 2 T, vou até o atendente e compro um ½ litro. Sai de lá em silêncio refletindo sobre uma porção de coisas.
Alguns kilômetros a frente deixo a BR-020 para seguir pela BA-349. O dia está nublado a poças de águas mostram que choveu bem à noite por aqui e qualquer choverá novamente. Quando a Correntina/BA encontro definitivamente a chuva, ponho a capa que já estava estrategicamente bem à mão.
Quando chego a São Félix do Coribe/BA logo após passar sobre o Rio Corrente sobre para em uma blits da Polícia Militar, depois de conferir a documentação pergunta para onde sigo, digo que vou para Salvador, então recomenda bastante atenção nos próximos 100 km até Bom Jesus as Lapa/BA devido o risco de assalto na região.
Após o tenso trecho chego à extensa ponte sobre o Rio São Francisco em Bom Jesus da Lapa/BA, são para no ponto mais alto da ponte bem ao centro e reflito: - Há alguns meses atrás eu, meus amigos Rodrigo e Henrique estivemos na nascente deste imenso rio, um fiozinho de água no topo da Serra da Canastra em Minas. Certamente daqui a quatro dias estarei passando novamente por ele em uma balsa já em sua foz.
Ainda em Bom Jesus da Lapa/BA dou uma pausa para almoçar, são 11h30m e já foram rodados 700 km.
Um breve descanso após o almoço abasteço a moto e com capa de chuva dobrada sigo agora pela BA-160 para Ibotirama/BA.
São duas horas da tarde, parei duas vezes para por a capa, sob muito calor paro em Ibotirama/BA, já sinto cansaço bater a porta, rodei 840 km por doze horas. - Força Marcão ainda faltam 200 km para seu merecido descanso!
Saio da BA-160 e entro na BR-242, agora com tráfego mais intenso, grandes retas e chove/para fazem os 110 km até a Serra da Mangabeira serem infindáveis. Mesmo sem necessidade de abastecimento paro novamente em posto de combustível e permaneço ali por pelo menos meia hora para um bom descanso antes enfrentar as perigosas curvas da Mangabeira debaixo de um temporal.
Mais revitalizado corto as curvas da Serra da Mangabeira sob um torrencial toró por um logo percurso que mal dá para ver o asfalto. Como estou cansado e com calor não pus apenas a capa da calça e dos sapatos, comprovo então a jaqueta Rifel é realmente impermeável não deixa passa uma gota de água além de ficar mais confortável, pois ficou mais fria.
São 17h00m e 1.032 km rodei, enfim chego a Seabra/BA trazendo comigo o temporal. Hospedo-me na Pousada Campestre (diária R$ 50,00 por um excelente quarto com ar). Devido à forte chuva resolvo jantar na própria pousada.
Vou dormi cedo, amanhã tem mais aventura logo bem cedo.